A facilidade de encontrar virtualmente tudo o que se precisa saber na web estaria diminuindo nossa capacidade de memória, afirmam alguns cientistas americanos.
Estamos realizando uma espécie de transferência de memória, levando para o mundo online aquilo que, em outras épocas, ficaria dentro de nossas cabeças, principalmente nas pessoas com talento para guardar nomes, datas e demais informações.

Em um estudo realizado pela pesquisadora Betsy Sparrow(Universidade de Columbia -Nova York) em 100 estudantes de Harvard, ela notou que sempre que alguma questão levantava dúvidas, as pessoas pensavam em seus computadores como o lugar onde todas as respostas seriam encontradas. É um caso clássico de transferência! E mais: muitos sequer lembravam onde encontraram as informações! Apenas sabiam que, uma vez online, teriam a resposta.
Este tipo de comportamento já havia sido identificado há 30 anos por outro grupo de pesquisadores que, na época, chamaram-no de “memória transacional”. Neste caso está, por exemplo, um casal em que o homem é bom para guardar nomes de ruas e a mulher de parentes distantes. Juntos, eles compartilham os dois grupos de informações.
Segundo Betsy Sparrow este novo tipo de memória já tem até nome: “Efeito Google”. Estamos transformando estas imensas bases de dados em nossa memória externa e coletiva. Enquanto estiver tudo no ar e, gratuitamente, não tem problema algum!
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