Sabe aquele momento do dia em que os ponteiros do relógio do escritório parecem não se mexer mais? O brasileiro, criativo como só, até brinca dizendo “Dá oito horas da noite mas não dá cinco”! Pois saibam que cientistas ingleses da The Royal Society parecem ter identificado o processo neurológico por trás desta sensação.
Sim, a sensação é real. Uma hora no dentista nunca terá a mesma “duração” do que sessenta minutos com os amigos em uma mesa de bar, jogando conversa fora. Como isso acontece? Os neurônios são capazes de se adaptar para entender de forma diferente certas passagens de tempo.
O teste aplicado foi simples: voluntários foram submetidos a muitos flashes que duram 150 milissegundos e, ao serem apresentados a um flash de 300ms, este pareceu durar 400ms. Em termos neurológicos, a conclusão foi a seguinte: quando temos grande expectativa sobre determinado acontecimento, estamos mais sensÃveis à frustração e decepção. E são esses sentimentos que fazem o “tempo parar”. No teste, ficou comprovado que, quem estava acostumado com flashes mais rápidos, estranhava um flash mais longo!
Uma curiosidade: a pesquisa não conseguiu explicar ainda o lado oposto da questão, ou seja, por que tarefas prazerosas passam tão rapidamente. Mais um motivo para planejarmos sempre um encontro com os amigos, seja em casa para um churrasco ou jantar japonês, ou ainda em uma deliciosa caminhada, pedalada ou corrida ao ar livre.
O importante é sempre estar aberto à novas experiências!
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