Foi esta pergunta que me fiz ao ler uma interessante notÃcia nesta semana. Segundo o pesquisador venezuelano José LuÃs Cordeiro, o envelhecimento é uma “doença curável”. Até 2045 poderemos comemorar nosso 150º aniversário com a vitalidade de quem tem, hoje, 30 anos.
Polêmicas à parte, conclusões tão futuristas são fruto de pesquisas realizadas na Singularity University, citadas pelo cientista, que é PhD em engenharia mecânica e diretor do Núcleo Venezuelano de Pensamento e Pesquisa do Projeto Millenium.

Na instituição, que fica no campus da Nasa, no Vale do SilÃcio, Califórnia (EUA),  pesquisadores futurólogos estudam como será o futuro da humanidade. Como exemplo da realidade e viabilidade das técnicas anti-envelhecimento, José LuÃs cita o processo realizado em ratos no qual os genes responsáveis pelo envelhecimento são “desligados”. Segundo ele: “Somos 90% iguais aos ratos. O que funciona neles, funcionará conosco.”
As afirmações foram anunciadas em uma visita do pesquisador ao Brasil, feita a partir de convite de seus colegas brasileiros. Em alguns momentos sensacionalista; ao comparar processos tecnológicos com a biologia humana; a postura de José Luis é vista com reserva por especialistas em nosso paÃs.
Segundo eles, antes de projetar um futuro de juventude eterna, é preciso se concentrar na qualidade de vida, com alimentação correta e prática de exercÃcios fÃsicos. O conceito central é que viver para sempre com uma vida não muito boa, não é um prêmio.
Voltando à pergunta do tÃtulo, existem impactos sociais a se considerar em um cenário onde uma população simplesmente não morre mais. Mudariam as relações de emprego, a economia teria que ser repensada, assim como toda a indústria cultural e de entretenimento. As pessoas seriam ativas por muito mais tempo, produzindo mais conhecimento e, por outro lado, ocupando por mais tempo sua vaga no mercado de trabalho. Já pensaram?
Qual seria a mudança mais significativa para vocês? Comentem!
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